Quinta-feira, Fevereiro 23, 2012

1ª Divisão, 17ª Jornada

NOTA: AS FICHAS DE JOGO PODERÃO ESTAR INCOMPLETAS, SENDO QUE AMANHÃ SERÃO CONFIRMADAS


Classificação
1º FC Porto, 45 ptos (109-46)
2º SL Benfica, 43 ptos (117-52)

3º Candelária SC, 36 ptos (67-37)
4º UD Oliveirense, 28 ptos (66-58)

5º AE Física D, 26 ptos (56-49)

6º AD Valongo, 26 ptos (74-63)
7º OC Barcelos, 25 ptos (51-51)
8º AA Espinho, 20 ptos (63-76)
9º HC Braga, 19 ptos (51-61)
10º CD Paço de Arcos, 18 ptos (59-64)
11º AJ Viana, 14 ptos (47-61)
12º HC ''Os Tigres'', 13 ptos (56-63)
13º ACR Gulpilhares, 13 ptos (54-75)

14º Riba D'Ave HC, 9 ptos (45-106)
15º CI Sagres, 7 ptos (46-99)

Melhores marcadores
1º Hugo Azevedo (AD Valongo) 30 golos
2º Rei (FC Porto) 28 golos
3º André Pinto (AA Espinho) 25 golos
4º Jorge Silva (Candelária SC) 24 golos
Zorro Viana (SL Benfica) 24 golos


Sábado

HC ''OS TIGRES'' 1-2 FC PORTO
1-1 ao intervalo
Faltas: 9-13
Pavilhão Municipal Arquitecto A. B. Calado em Almeirim
Árbitros: António Treixeira e Rego Lamela (ambos do Minho)

0-1 por Tiago Santos (21m)
1-1 por Diogo Lã (23m)
1-2 por Tiago Santos (44m)

HC ''Os Tigres'': André Azevedo (GR), Carlos Trindade, Carlitos (c), Diogo Lã (1) e Luís Querido. Jogaram ainda: Janeca, Pedro Vaz e João Beja. Treinador: Nélson Lourenço.

FC Porto: Edo Bosch (GR), Pedro Moreira, Rei, Caio e Tiago Santos (2). Jogaram ainda: Nélson Pereira, Filipe Santos (c) e Gonçalo Suíssas. Treinador: Tó Neves.

Cartões azuis: Carlitos e Caio.

Melhor em campo: Diogo Lã, jogador com uma técnica muito acima da média, foi o elemento mais perigoso da formação de Almeirim. Ganhou muitas bolas, construiu muitos contra-ataques e jogadas dentro da área do adversário e ainda foi o elemento que mais faltas sofreu. Uma partida notável do melhor marcador da equipa.

Partida muito rica do nível táctico e emocional, mas jogada quase na sua totalidade a um ritmo muito lento, apresentado desde o primeiro minuto pela formação tigrense. Cedo se previu que o encontro iria ser decidido em pequenos pormenores, como as bolas paradas. E assim foi. Os Tigres apresentaram-se com um sistema rígido de 2+2, sem sofrer qualquer contra-ataque de 2 para 1 ao longo de todo o jogo. O Porto revelou muita falta de inspiração. A formação de Tó Neves apresentou-se muito partida no ataque e com pouca atitude defensiva, sendo Edo Bosch o salvador do encontro que poderia ter tido outro final se Janeca ou Diogo Lã tivessem marcado os livres directos de que beneficiaram quando o jogo se encontrava empatado a uma bola. André Azevedo também realizou uma exibição a todos os títulos excepcional, e talvez devido à exibição dos dois guarda redes podemos ver um resultado final tão magro. Quanto aos golos, Tiago Santos inaugurou o marcador perto do intervalo na recarga a um penalti marcado pelo mesmo, empatando Diogo Lã poucos minutos depois num lance individual de grande nível. Já nos últimos minutos do encontro Tiago Santos voltou a marcar, dando os preciosos três pontos aos portistas. Boa arbitragem de Rego Lamela e António Teixeira, ainda que o penalti que originou o 0-1 não tivesse existido.

Declarações à RTP:
Nélson Lourenço: ''Os jogadores estiveram bem, fizeram um grande jogo do ponto de vista táctico. Fizemos aquilo que esteve ao nosso alcance''.

Tó Neves: ''O Tigres causou-nos muitas dificuldades e só com muito querer conseguimos vencer''.

HC BRAGA 3-7 CANDELÁRIA SC

1-4 ao intervalo
Faltas: 15-10
Pavilhão das Goladas em Braga

Árbitros: Luís Peixoto e Paulo Romão (ambos de Lisboa)

0-1 por Martín Montivero
1-1 por Hélder Nunes
1-2 por Tiago Resende
1-3 por Tiago Rafael
1-4 por Tiago Resende (P)
1-5 por Jorge Silva (LD)
1-6 por Jorge Silva
2-6 por Viti
3-6 por Viti
3-7 por Jorge Silva

HC Braga: Guilherme Silva (GR), Luís Filipe, Hélder Nunes (1), Fellini (c) e Rafa. Jogaram ainda: Viti (2), Henrique Magalhães e Rato. Treinador: Vítor Silva.

Candelária SC: João Miguel (GR), Tiago Resende (c, 2), Tiago Rafael (1), Jorge Silva (3) e Martín Montivero (1). Jogaram ainda: Mauro Fernández e Pedro Afonso. Treinador: Carlos Dantas.

Cartão azul: Fellini, Martín Montivero e Pedro Afonso.
Melhor em campo: Jorge Silva, muito eficaz, um verdadeiro quebra-cabeças para os adversários. Aplicou sempre muita velocidade ao ataque picaroto.



O Candelária voltou a demonstrar todo o valor que lhe é reconhecido. A formação de Carlos Dantas revela-se pragmática e eficaz à frente da baliza, contando com uma qualidade invejável quer nos contra-ataques quer no jogo organizado. O Braga apresentou-se uns furos abaixo do habitual. Vitória justa.


RIBA D'AVE HC 4-10 SL BENFICA
1-2 ao intervalo
Pavilhão das Tílias em Riba de Ave
Árbitros: Ricardo Leão (Lisboa) e Luís Inácio (Ribatejo)



0-1 por Zorro Viana
0-2 por Sérgio Silva
1-2 por Tó Cruz
1-3 por João Rodrigues
1-4 por Carlitos López
2-4 por Tó Cruz (LD)
3-4 por Tó Cruz
3-5 por Tuco Ábalos
3-6 por Chiquinho
3-7 por Zorro Viana
3-8 por Chiquinho
4-8 por Tó Cruz
4-9 por Valter Neves
4-10 por Tuco Ábalos



Riva D'Ave HC: Telmo Fernandes (GR), Joel Ferreira (c), Pedro Salgado, André Alves e Tó Cruz (4). Jogaram ainda: Pedro Nogueira, Miguel Soares, Pedro Sousa e Vítor Hugo Pimenta. Treinador: Horácio Ferreira.

SL Benfica: Ricardo Silva (GR), Valter Neves (c, 1), Sérgio Silva (1), Zorro Viana (2) e João Rodrigues (1). Jogaram ainda: Pedro Henriques (GR), Tuco Ábalos (2), Chiquinho (2), Cacau e Carlitos López (1). Treinador: Luís Sénica.



Cartão azul: Miguel Soares
Melhor em campo: Tó Cruz, remou contra a maré e deu-se bem, marcando quatro tentos. Foram os seus golos que deram alento à formação nortenha ao longo de todo o encontro. Demonstrou qualidades muito interessantes para um jogador de área.



Partida vencida de forma clara pelos encarnados, que ainda assim tiveram uma réplica distinta por parte do Riba d'Ave em relação à primeira volta. A equipa da casa demonstrou uma atitude de salutar, lutando até ao fim e sempre com uma grande postura atacante. Contudo, foi na defesa e no seu guarda-redes que estiveram as principais falhas e razões para uma derrota que poderia não ter sido tão pesada assim. O Benfica limitou-se passear, de forma colectiva, a sua classe.

CI SAGRES 0-9 CD PAÇO DE ARCOS

0-2 ao intervalo
Pavilhão do CI Sagres no Porto
Árbitros: Paulo Almeida e António Santos (ambos do Minho)

CI Sagres: Pedro Cubelo (GR), Jorge Vieira, Nélson Almeida, Ricardo Carvalho e Tiago Pimenta. Jogaram ainda: João Gilvaz (c), Ricardo Frias e Gabriel Dâmaso. Treinador: António Gomes.

CD Paço de Arcos: Carlos Silva (GR), 
Nélson Ribeiro (2), Rui Pereira (3), Miguel Dantas (c, 1) e André Moreira. Jogaram ainda: Rui Ribeiro (2), André Ferreira (1), Gonçalo Pestana e André Pereira. Treinador: Paulo Garrido.


Cartões azuis: Jorge Vieira (2x) e Nélson Almeida.
Cartão vermelho: Jorge Vieira (acumulação).


AA ESPINHO 6-6 AJ VIANA

3-0 ao intervalo
Pavilhão Arquitecto Jerónimo Ferreira Reis em Espinho
Árbitros: Miguel Guilherme e Jorge Ventura (ambos de Lisboa)


1-0 por André Pinto (6m)
2-0 por André Pinto (10m)
3-0 por André Pinto (16m)
4-0 por André Pinto (30m) P
4-1 por Diogo Fernandes (31m)
4-2 por Didi (35m) P
5-2 por Fred (40m)
5-3 por Álvaro Pinto (40m)
5-4 por Didi (42m) P
5-5 por Rodrigo Sousa (44m)
5-6 por Álvaro Pinto (50m)
6-6 por Fred (50m)


AA Espinho: João Ferro (GR), Miguel Sousa, Filipe Sousa (c), Fred (2) e André Pinto (4). Jogou ainda: Tó Costa. Treinador: Carlos Realista.

AJ Viana: Leonardo Pais (GR), Rodrigo Sousa (c, 1), Didi (2), Álvaro Pinto (2) e Diogo Fernandes (1). Jogaram ainda: Kika, César Pinheiro e Tiago Natário. Treinador: Pedro Sampaio.

Cartões azuis: -
Melhor em campo: André Pinto, quem não arrisca não petisca. André Pinto arrisca, remata de todos os sítios e teve os seus frutos, marcando quatro tentos. Tem um excelente remate, criando sempre muito perigo para as formações contrárias.

Grande jogo em Espinho, com duas partes completamente distintas uma da outra. Sendo duas equipas em que o ataque se superioriza à defesa, algo parecido com este 6-6 já seria por ventura de esperar. As ausências dos castigados (Ângelo Girão, João Pinto, Rato e Joel Coelho) prejudicaram mais a formação da casa que a Juventude de Viana. No primeiro os minhotos não entraram bem, muito apáticos, principalmente na defesa. O Espinho sem fazer uma exibição de encher o olho conseguiu chegar ao intervalo a vencer por 3-0, aumentando o resultado na etapa complementar para 4-0. A Juventude de Viana iria acordar e assim que o fez começou a ganhar muito mais bolas aos espinhenses e as oportunidades seguiram-se de forma natural. A recuperação vianense de 4-0 para 5-6 só surpreende os que não acompanharam o encontro, dado a naturalidade com que foi cumprida. Quando já todos pensavam que a vitória iria sorrir aos visitantes, o Espinho empata o encontro de forma algo consentida pela Juventude, que não teve em Leonardo Pais um elemento seguro para a sua defesa, tendo tido um primeiro tempo para esquecer.

Empate justo e que premeia duas formações muito atacantes e com poucas preocupações defensivas, facto pelo qual se explica as posições que ocupam na tabela classificativa, visto que são dois conjuntos que poderiam estar mais acima pontualmente falando.


AD VALONGO 3-3 AE FÍSICA D
1-2 ao intervalo
Pavilhão Municipal de Valongo
Árbitros: Jorge Carmona (Lisboa) e Rui Torres (Minho)


1-0 por João Marques (5m) P
1-1 por Peca Peca (PP+2)
1-2 por Peca Peca
1-3 por Peca Peca
2-3 por João Souto
3-3 por Peixe (50m)

AD Valongo: David Arellano (GR), João Marques (1), Miguel Viterbo (c), Peixe (1) e Hugo Azevedo. Jogaram ainda: Raúl Meca, João Souto (1) e Pedro Mendes. Treinador: Paulo Pereira.

AE Física D: Pilé (GR), Samuel Lima, Carlos Godinho (c), Germán Dates e Carlos Garrancho. Jogaram ainda: Gordini (GR) e Peca Peca (3). Treinador: Vítor Fortunato.



Cartão azul: Hugo Azevedo, Miguel Viterbo, Paulo Pereira e Pilé.
Melhor em campo: Carlos Godinho, como é hábito foi um ponto de equilíbrio de todo o jogo torriense, visto que é o primeiro a defender e o primeiro a organizar o jogo no ataque. Visto que a equipa funcionou bem à excepção dos últimos cinco minutos, merece a distinção pelo trabalho, muitas vezes ''invisível'', que realizou.


Valongo e Física defrontaram-se com os mesmos pontos na tabela classificativa, naquele que já começa a ser um clássico do hóquei nacional tendo em conta a tensão constante entre os atletas e à forma como os jogos entre estas duas equipas são vividos, algo que já remonta ao célebre apuramento de campeão nacional da segunda divisão 2005/2006.

A formação do Valongo adiantou-se cedo no marcador, com a concretização de uma grande penalidade por João Marques. A Física aproveitou os cartões azuis mostrados a Miguel Viterbo e Paulo Pereira para empatar a contenda e a partir daqui, apesar do natural equilíbrio, ficar ligeiramente por cima do jogo. A partida disputava-se a grande velocidade, num círculo viciante de parada e resposta que proporcionou a Ricardo Pereira bisar no encontro e fechar o resultado no primeiro tempo.

No segundo tempo a formação forasteira continuou a ser ligeiramente mais forte que o Valongo e alcançou merecidamente o 1-3, novamente por Ricardo Pereira e novamente de contra-ataque. Os valonguenses desmoralizaram um pouco, quer pela superioridade do adversário quer por algumas decisões precipitadas da equipa de arbitragem. No entanto, quando já nem os adeptos pareciam acreditar, João Souto tira da cartola um lance individual a partir de trás da baliza de Carlos Coelho e reduz para 2-3, levando o pavilhão ao rubro e dando nova alma à formação nortenha. Dando o tudo por tudo, o conjunto de Paulo Pereira conseguiu obrigar a Física a perder mais bolas e no último minuto alcançou o empate por Peixe, que no interior da área não perdoou.

Empate injusto dado que a Física, apesar de um encontro equilibrado, foi a equipa mais forte, mais coesa, e que soube controlar muito bem o encontro até aos últimos cinco minutos. O Valongo acaba por conseguir o empate com muito esforço e muito crer, merecendo também os respectivos créditos pelo empate alcançado. Arbitragem algo precipitada por Rui Torres e Jorge Carmona, e com alguma dualidade de critérios.


OC BARCELOS 2-4 UD OLIVEIRENSE 
1-3 ao intervalo
Pavilhão Municipal de Barcelos
Árbitros: Joaquim Pinto e José Pinto (ambos do Porto)


1-0 por Nuno Almeida (13m)
1-1 por Francisco Silva (20m)
1-2 por Tó Silva (23m)
1-3 por André Azevedo (24m)
1-4 por Vítor Hugo (45m)
2-4 por Tó Leal



OC Barcelos: Paulo Matos (GR), Tó Leal (c, 1), Nuno Almeida (1), Nuno Félix e Xixa. Jogaram ainda: Hugo Costa, Carlos André e Zé Pedro. Treinador: José Fernandes.


UD Oliveirense: Domingos Pinho (GR), Nuno Resende, Diogo Silva (c), Tó Silva (1) e Vítor Hugo (1). Jogaram ainda: Francisco Silva (1), André Azevedo (1) e Piolho. Treinador: Nuno Resende.


Cartões azuis: -

Folga: ACR GULPILHARES (11º, 13p)

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